Seicho-No-Ie do Brasil assume fundação e passa a administrar escola de 1º ao 8º ano com 280 alunos
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Entre o final de 2008 e o início de 2009, a Seicho-No-Ie do Brasil deu um passo histórico, tornando-se instituidora da Fundação Grande Harmonia, antiga Fundação MA-NOA. A iniciativa surgiu da visão do Presidente Doutrinário para a América Latina, professor Yoshio Mukai, e da Diretora-Presidente da Seicho-No-Ie do Brasil, professora Marie Murakami, que, quando a proposta foi-lhes apresentada, viram a oportunidade de ampliar a atuação nas áreas educacional e social, conforme apontam as diretrizes do Movimento de Iluminação da Humanidade.
Com isso, o Centro de Educação Integrada (CEIMAR), na cidade de Maxaranguape, litoral norte do Rio Grande do Norte, passou a ser administrado pela Seicho-No-Ie do Brasil. Trata-se de uma escola com 280 alunos matriculados no ensino fundamental I e no ensino fundamental II, que compreendem, respectivamente, do 1o ao 5o ano e do 6o ao 8o ano. O corpo docente é formado por 22 professores. Cinco funcionários cuidam dos serviços de limpeza, cozinha e manutenção.
Histórico – Os casais de preletores da Seicho-No-Ie Valentim Albino Rodrigues e Maria do Rosário Assunção de Araújo Rodrigues e Pedro Luis Moraes Heltai e Maria Inês Barros de Miranda Heltai eram sócios-proprietários de um empreendimento chamado Parque Aquático MA-NOA (paraíso, em tupi-guarani).
Em 5 de junho de 2002 realizaram o sonho de instituir uma fundação, também batizada de MA-NOA, a fim de viabilizar o projeto de criação de uma escola, que ganhou forma a partir de uma sala de aula que foi colocada à disposição da comunidade no ano 2000, mas que em 2006 já tinha estrutura para mais de 100 alunos, graças a uma parceria com a Secretaria de Educação do município.
A venda do parque aquático – Com a oportunidade de trocar de ramo de negócios, os casais de empresários tiveram de vender o parque aquático. A fundação acabou ficando sem uma empresa mantenedora e, com a transferência das atividades profissionais dos preletores para outra cidade, a distância do CEIMAR dificultava a administração.
Os preletores Valentim, Maria do Rosário, Pedro e Maria Inês tinham um desafio, manter a escola, e um desejo no coração: ver a Seicho-No-Ie do Brasil como instituidora da fundação. Diante desse quadro, expuseram a situação à Diretoria Central em junho de 2008.
Sede Central leva o projeto avante – A missão de avaliar a escola in loco foi passada para a Superintendência dos Educadores. Depois de uma primeira visita de avaliação feita pelo Superintendente das Atividades dos Educadores, preletor Marcos Rogério Silvestri Vaz Pinto, foi a vez de uma avaliação jurídico-administrativa.
Foram até o Rio Grande do Norte o Diretor Vice-Presidente da Seicho-No-Ie do Brasil, preletor Antonio Oshima, e o Chefe do Gabinete de Assessoria Jurídica, preletor Noriyo Enomura. Após minuciosa avaliação, a proposta de mudança de instituidora foi apresentada ao Ministério Público do Estado do Rio Grande do Norte. O parecer foi favorável devido ao fato de que o estatuto da Seicho-No-Ie do Brasil contempla a área educacional.
O projeto é aclamado no Encontro Nacional – Após a realização de uma assembleia em que estavam presentes a diretoria da Fundação MA-NOA e uma equipe liderada pela Diretora-Presidente da Seicho-No-Ie do Brasil, professora Marie Murakami, o caminho legal havia começado a ser trilhado.
O passo seguinte deu-se no Encontro Nacional de Representantes e na Assembleia Geral da Seicho-No-Ie do Brasil, realizados em novembro de 2008, em que o preletor Valentim apresentou a proposta. Deu-se aí um momento de grande emoção, com a aclamação do projeto.
Busca por profissionais – Depois dos passos formais, mais trabalho pela frente. A Sede Central iniciou uma busca por profissionais da área pedagógica e acabou contratando como diretora a preletora Rosimeri Freire, da Regional RO-Cacoal, e na função de coordenadora pedagógica a preletora Olga Melo, da Regional CE-Fortaleza.
Para somar ao projeto sua vasta experiência, o professor Tuguio Teramae foi destacado para ser o administrador da escola, que ficará em Maxaranguape até julho de 2009.
Investimentos – O montante inicial de investimentos da Seicho-No-Ie do Brasil destinou-se a equipar a cozinha, adquirir novas carteiras, computadores, impressoras e outros itens, o que não apenas viabilizou que a escola passasse a atender 280 em vez dos anteriores 210 alunos, mas também permitiu que as crianças passassem a frequentar o CEIMAR em turno integral. Cada aluno chega às aulas de manhã, assiste às aulas do currículo regular e a seguir almoça, e depois permanece na escola até as 16 horas, participando dos vários projetos desenvolvidos na escola.
Vale ressaltar que o aumento de vagas na escola só foi possível graças à parceria que a então Fundação MA-NOA havia feito com o governo estadual, o que possibilitou que novas salas fossem construídas com recursos advindos do Programa Cidadão Nota 10.
Projetos e oficinas – À tarde, os 280 alunos têm acesso a atividades alternativas, que vão da arte à leitura, do incentivo à cidadania até a proteção do meio ambiente. Também são ministradas oficinas de disciplinas como matemática, português e inglês.
Maracajaú é uma vila cuja economia gira, principalmente, em torno da pesca e atividades agrárias. Por isso, projetos como o da horta orgânica, o curso de informática, o acesso à biblioteca, o curso de capoeira e outras atividades tornam-se um oásis de desenvolvimento humano em meio à luta pela sobrevivência.
Os frutos saltam aos olhos. As crianças do coral de flautas e de voz, por exemplo, até já gravaram um CD com músicas regionais, o Hino Nacional Brasileiro, o Hino do Estado do Rio Grande do Norte e também músicas da Seicho-No-Ie, como “A Vida Fala Mais Alto”.
Parcerias – O CEIMAR mantém convênio com a Polícia Militar do Rio Grande do Norte, que oferece material de pintura, como quadros, pincéis, tintas e outros itens. As crianças aprendem a pintar quadros e depois podem vendê-los para ajudar no orçamento familiar.
Já o Serviço Social da Indústria (SESI) cede um professor de educação física à escola. Este professor desenvolve um projeto chamado Atleta do Futuro, que busca identificar crianças e adolescentes que tenham potencial para se tornar atletas.
Confira abaixo uma breve entrevista com o Superintendente das Atividades dos Educadores, preletor Marcos Rogério Silvestri Vaz Pinto, e saiba mais sobre a Fundação Grande Harmonia.
CH – Qual postura norteará a atuação da Fundação Grande Harmonia, diante dos tantos desafios sociais do nosso país?
MRSVP – Como estamos dando um passo concreto em direção das áreas educacional e social, temos de tomar o cuidado de atuar na promoção do ser humano, e não em simples atos de assistencialismo, que gera a dependência nas pessoas.
CH – Qual é sua avaliação do corpo docente da escola?
MRSVP – Em dezembro, fiquei uma semana com os professores e pude constatar que se trata de um grupo excelente. Mais adiante, no fim de janeiro, realizamos uma semana pedagógica em que eles absorveram muito bem os conteúdos do livro A Verdade da Vida volume 14 e até aprenderam a realizar a Meditação Shinsokan. Como forma de incentivo e por primar pela capacitação, a Seicho-No-Ie do Brasil decidiu custear a graduação e pós-graduação dos professores que estão com seus cursos em andamento, pelo menos nos próximos dois anos.
CH – A antiga Fundação MA-NOA fez com que o CEIMAR tivesse uma história de atuação junto à comunidade local. O que a Fundação Grande Harmonia pretende desenvolver nesse sentido?
MRSVP – Além de manter os projetos bem-sucedidos, vamos ampliar as ações. Em janeiro, enquanto estávamos lá, saímos a campo para descobrir iniciativas que pudéssemos apoiar. Encontramos um professor de capoeira que faz um trabalho magnífico na comunidade, levando valores familiares às crianças. Fizemos o convite a ele, e as aulas de capoeira já estão sendo oferecidas para os alunos da escola.
CH – Qual o papel da prefeitura municipal de Maxaranguape?
MRSVP – Essencial. Desde 2006, a prefeitura é responsável pela folha de pagamento dos professores e cede funcionários para a escola. Sem dúvida, tudo isso só é possível por causa da acolhida do governo municipal, ao qual expressamos a nossa gratidão. Agradecemos ao prefeito da gestão anterior, senhor Amaro Alves Saturnino, bem como estendemos o nosso muito obrigado à atual prefeita, a senhora Maria Ivoneide da Silva, e à secretária municipal de educação, senhora Paula Frassinete.
CH – O que representa, para a Seicho-No-Ie do Brasil, uma iniciativa dessa importância, já que desde a sua fundação o Movimento de Iluminação da Humanidade mostra profundo comprometimento com a questão social?
MRSVP – De fato. O mestre Masaharu Taniguchi cita o seguinte no livro Você Pode Curar a Si Mesmo, à página 115 e 116: “A grande expansão hoje alcançada pela Seicho-No-Ie é fruto do espírito de doação com que o Movimento foi iniciado. (...) A renda resultante dos seminários que realizo é doada para a associação religiosa, e as importâncias recebidas pelos meus direitos autorais referentes às coleções A Verdade da Vida e A Verdade são doadas para a fundação assistencial da Seicho-No-Ie que cuida dos órfãos da guerra”. Mais do que nunca estamos avançando na direção de concretizar o ideal do Sagrado Mestre. Para isso, trabalhamos com objetivos claros, pois a meta para a escola é tornar-se, até 2014, um centro de referência em “Educação da Vida”.
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